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sexta-feira, maio 15, 2009

O fim das varas

A razão civilizacional saiu vencedora numa votação democrática no parlamento regional sobre uma proposta de sorte de varas fora do tempo em que a sociedade açoriana actual vive.

Sempre o povo terceirense foi amante dos touros, gosta como nenhum das suas touradas de corda, mas não aceita qualquer mal trato ao touro, é isto que caracteriza a paixão taurina terceirense e é este o seu maior cartaz internacional que deve explorar economicamente por aceite por todos.

Esta votação também mostrou como uma pequena, mesmo muito pequena elite terceirense foi capaz de amplificar o seu gosto contra todo o sentimento de uma população e como 26 deputados regionais não foram capazes de distinguir o particular do interesse dos seus eleitores, prestando assim um mau serviço à região e ao seu povo.

domingo, maio 03, 2009

Uma mentira

Na iniciativa legislativa para a legalização da “sorte de varas”, justifica-se esta com a “especial tradição e cultura tauromáquica que se vive de forma intensa em algumas ilhas do arquipélago” isto é não só uma falácia, como é uma mentira, dado que a tal sorte nunca existiu na Terceira ou mesmo em Portugal e como tal não é uma tradição, como é uma agressão cultural à vivência das touradas de corda, estas sim parte da cultura terceirense.

quarta-feira, abril 29, 2009

A Sorte

Açores melhores sem maltratos animais é um blog para a defesa dos mal tratos aos animais nos Açores que subscrevo conscientemente.

É com pena que vejo nos Açores a introdução de más práticas evasivas e torturantes vindas do estrangeiro a animais com a justificação de arte.

Num arquipélago onde a paz a paisagem e a harmonia sempre foram companheiras, a introdução da sorte de varas vai contra a tradição da festa brava na Terceira, contra a consciência internacional da defesa dos direitos dos animais, contra a civilização ocidental que todos dízimos pertencer, é numa palavra uma aberração ao nosso tempo.

Espero que o parlamento regional tenho o bom senso para reconhecer o nosso momento civilizacional ou passará a ser desde este início desta legislatura um parlamento fora do seu tempo e ferido de morte na sua credibilidade não só na região como no resto da comunidade europeia e mundial.

Saibamos viver com orgulho no nosso tempo.